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Errar é humano, agora 80 tiros: Não defenda o indefensável

“Ficaram de deboche”, diz mulher de músico morto em carro que pediu a ajuda dos militares no local da tragédia

Carro que levou 80 tiros. (Foto: Reprodução)

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Por Maycson Rodrigues

 

É importante separarmos as coisas. Um erro tático é quando você dispara de fuzil até cinco tiros (falando bem hipoteticamente) –; quando você eleva o ataque a este nível e abate um inocente, devemos considerar isto numa nova configuração: assassinato ou homicídio doloso.

Além do despreparo, temos um agravante que é o silêncio das autoridades do Executivo Federal e Estadual, quando o Presidente nada diz e o Governador do Estado trata apenas da questão da investigação em si, o que no caso é mesmo de competência da Delegacia Militar.

No entanto, caro Governador, não lhe caberia um pedido de desculpas como um representante popular que o senhor é além de uma fala pública prestando solidariedade à família que foi esmagada por um crime bárbaro e inaceitável?

O presidente Jair Bolsonaro, a meu ver, já deveria ter se pronunciado sobre este episódio, até porque tal fato é um prato cheio para quem quer misturar as políticas de combate mais efetivo à criminalidade a um genocídio em massa financiado e endossado pelo Poder Executivo.

Aqui, não cabe defesa dos militares. Não foi engano quando você atirou 80 vezes e se escondeu na força da instituição para que, talvez, o crime ficasse impune. A investigação é de praxe; contudo, o Ministério da Defesa já deveria ter assumido a responsabilidade institucional pelo acontecido.

Ainda dá tempo de pedir desculpas e prestar solidariedade, bem como garantir uma indenização à família. Lembremos que o filho de sete anos não só presenciou o fato, como entrou para a triste estatística das crianças órfãs, em função de crimes hediondos cometidos contra os seus pais.

Não vamos, com isso, manchar toda a corporação militar que não se resume a este episódio que é bastante difícil de se lidar. Os militares prestam um bom serviço na área de segurança pública há bastante tempo, e nós brasileiros precisamos desta corporação até para que a democracia seja protegida dos anarquistas, dos amantes de regimes totalitários e dos inimigos da vontade e anseios populares.

O que aconteceu é um sinal de que devemos agir contra o crime, mas com o devido preparo. Também nos sinaliza que o cidadão não pode ser confundido com um criminoso de forma alguma. E mais um adendo: não é a arma que mata ou protege; a pessoa é quem faz o uso correto ou inadequado da mesma.

Na dúvida, não é para atirar.

Fonte

Portal Gospel Play, com informações de Maycson Rodrigues via Gospel Prime
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Errar é humano, agora 80 tiros: Não defenda o indefensável

Portal Gospel Play, com informações de Maycson Rodrigues via Gospel Prime

Por Maycson Rodrigues

 

É importante separarmos as coisas. Um erro tático é quando você dispara de fuzil até cinco tiros (falando bem hipoteticamente) –; quando você eleva o ataque a este nível e abate um inocente, devemos considerar isto numa nova configuração: assassinato ou homicídio doloso.

Além do despreparo, temos um agravante que é o silêncio das autoridades do Executivo Federal e Estadual, quando o Presidente nada diz e o Governador do Estado trata apenas da questão da investigação em si, o que no caso é mesmo de competência da Delegacia Militar.

No entanto, caro Governador, não lhe caberia um pedido de desculpas como um representante popular que o senhor é além de uma fala pública prestando solidariedade à família que foi esmagada por um crime bárbaro e inaceitável?

O presidente Jair Bolsonaro, a meu ver, já deveria ter se pronunciado sobre este episódio, até porque tal fato é um prato cheio para quem quer misturar as políticas de combate mais efetivo à criminalidade a um genocídio em massa financiado e endossado pelo Poder Executivo.

Aqui, não cabe defesa dos militares. Não foi engano quando você atirou 80 vezes e se escondeu na força da instituição para que, talvez, o crime ficasse impune. A investigação é de praxe; contudo, o Ministério da Defesa já deveria ter assumido a responsabilidade institucional pelo acontecido.

Ainda dá tempo de pedir desculpas e prestar solidariedade, bem como garantir uma indenização à família. Lembremos que o filho de sete anos não só presenciou o fato, como entrou para a triste estatística das crianças órfãs, em função de crimes hediondos cometidos contra os seus pais.

Não vamos, com isso, manchar toda a corporação militar que não se resume a este episódio que é bastante difícil de se lidar. Os militares prestam um bom serviço na área de segurança pública há bastante tempo, e nós brasileiros precisamos desta corporação até para que a democracia seja protegida dos anarquistas, dos amantes de regimes totalitários e dos inimigos da vontade e anseios populares.

O que aconteceu é um sinal de que devemos agir contra o crime, mas com o devido preparo. Também nos sinaliza que o cidadão não pode ser confundido com um criminoso de forma alguma. E mais um adendo: não é a arma que mata ou protege; a pessoa é quem faz o uso correto ou inadequado da mesma.

Na dúvida, não é para atirar.

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