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Passagem do ciclone "Idai", causa mortes e destruição no sul da África

Nesta segunda-feira (18), oficialmente foram registradas 84 mortes em Moçambique e ao menos 89 no Zimbábue

Após a passagem do ciclone Idai na cidade de Beira, em Moçambique — Foto: Rick Emenaket/Mission Aviation Fellowship via AFP

A passagem do ciclone Idai provocou destruição e muitas mortes em Moçambique, Zimbábue e Malawi, informou a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) nesta segunda-feira (18). Segundo autoridades locais, o número de mortos pode aumentar.

O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malawi. Uma das cidades mais devastadas pelo ciclone é Beira, na província de Sofala, onde 90% da região foi destruída.

O principal centro de apoio da Missão Mãos Estendidas (MME), localizado em Beira, foi completamente devastado. Devido às linhas de comunicação cortadas e estradas destruídas, ainda não há informações detalhadas sobre os estragos.

“Nossa sede em Moçambique, que foi construída com uma estrutura resistente, foi destruída. É incrível a forma como o vento derrubou uma parede inteira com todo o telhado”, disse Elias Caetano, diretor da MME, em entrevista ao Guiame.

“Também estamos preocupados com outros centros infantis, já que maior parte deles é construído de barro e capim. Ainda não temos números exatos, mas o que sabemos é que muitas igrejas e casas caíram”, acrescentou.

O ciclone vem uma semana depois de uma inundação severa — associada ao mesmo sistema de tempestades que mais tarde se tornou o ciclone Idai — que afetou 1,5 milhão de pessoas em Moçambique e Malawi, matando pelo menos 120 pessoas em ambos os países, disseram autoridades da ONU.

A MME tem mais de 350 centros infantis e igrejas espalhados pela África. Dentre eles, pelo menos 340 estão espalhados pelos três países afetados pelo ciclone. As crianças são pelo menos um terço das pessoas desabrigadas.

Doações para a África

De acordo com Elias, existem três necessidades mais urgentes: alimentação, remédios e reconstrução.

“Nós atendemos as pessoas que moram nas zonas rurais, onde plantam apenas para subsistência. Nessas enchentes, eles acabam perdendo tudo e precisam de alimentação, além de medicamento — muitos foram feridos nas quedas das casas”, explicou.

“Também precisamos trabalhar na reconstrução, porque as pessoas ficaram sem teto. Nossos centros serviam de abrigo para as pessoas, mas nossos prédios também caíram. Necessitamos urgentemente de recursos”, completou.

O foco do trabalho da MME é com as pessoas que vivem em extrema pobreza. Elias conta que, diante de tragédias como esta, muitos sentem-se aliviados por poder contar com as doações.

“Nossa percepção é que eles se sentem apoiados. Eles têm uma reação muito positiva diante dessa questão. Muitos deles repartem o pouco que ganham com outros da sua comunidade”, relata Elias.

“Os pastores têm clamado bastante por oração, eles estão perplexos. Mas é como foi dito na Bíblia pelo apóstolo Paulo: ‘perplexos, mas não desanimados’. Apesar da falta de condição, eles estão gratos a Deus por estarem vivos”, observou Elias.

Como ajudar?

Para ajudar a Missão Mãos Estendidas a enviar ajuda humanitária para a África, envie sua doação para as contas bancárias abaixo:

 

SOS MOÇAMBIQUE - PORTAL GOSPEL PLAY

Fonte

Portal Gospel Play, com informações de Guiame
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Passagem do ciclone "Idai", causa mortes e destruição no sul da África

Portal Gospel Play, com informações de Guiame

A passagem do ciclone Idai provocou destruição e muitas mortes em Moçambique, Zimbábue e Malawi, informou a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) nesta segunda-feira (18). Segundo autoridades locais, o número de mortos pode aumentar.

O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malawi. Uma das cidades mais devastadas pelo ciclone é Beira, na província de Sofala, onde 90% da região foi destruída.

O principal centro de apoio da Missão Mãos Estendidas (MME), localizado em Beira, foi completamente devastado. Devido às linhas de comunicação cortadas e estradas destruídas, ainda não há informações detalhadas sobre os estragos.

“Nossa sede em Moçambique, que foi construída com uma estrutura resistente, foi destruída. É incrível a forma como o vento derrubou uma parede inteira com todo o telhado”, disse Elias Caetano, diretor da MME, em entrevista ao Guiame.

“Também estamos preocupados com outros centros infantis, já que maior parte deles é construído de barro e capim. Ainda não temos números exatos, mas o que sabemos é que muitas igrejas e casas caíram”, acrescentou.

O ciclone vem uma semana depois de uma inundação severa — associada ao mesmo sistema de tempestades que mais tarde se tornou o ciclone Idai — que afetou 1,5 milhão de pessoas em Moçambique e Malawi, matando pelo menos 120 pessoas em ambos os países, disseram autoridades da ONU.

A MME tem mais de 350 centros infantis e igrejas espalhados pela África. Dentre eles, pelo menos 340 estão espalhados pelos três países afetados pelo ciclone. As crianças são pelo menos um terço das pessoas desabrigadas.

Doações para a África

De acordo com Elias, existem três necessidades mais urgentes: alimentação, remédios e reconstrução.

“Nós atendemos as pessoas que moram nas zonas rurais, onde plantam apenas para subsistência. Nessas enchentes, eles acabam perdendo tudo e precisam de alimentação, além de medicamento — muitos foram feridos nas quedas das casas”, explicou.

“Também precisamos trabalhar na reconstrução, porque as pessoas ficaram sem teto. Nossos centros serviam de abrigo para as pessoas, mas nossos prédios também caíram. Necessitamos urgentemente de recursos”, completou.

O foco do trabalho da MME é com as pessoas que vivem em extrema pobreza. Elias conta que, diante de tragédias como esta, muitos sentem-se aliviados por poder contar com as doações.

“Nossa percepção é que eles se sentem apoiados. Eles têm uma reação muito positiva diante dessa questão. Muitos deles repartem o pouco que ganham com outros da sua comunidade”, relata Elias.

“Os pastores têm clamado bastante por oração, eles estão perplexos. Mas é como foi dito na Bíblia pelo apóstolo Paulo: ‘perplexos, mas não desanimados’. Apesar da falta de condição, eles estão gratos a Deus por estarem vivos”, observou Elias.

Como ajudar?

Para ajudar a Missão Mãos Estendidas a enviar ajuda humanitária para a África, envie sua doação para as contas bancárias abaixo:

 

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