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Indonésio que elaborou e implementou lei de adultério é flagrado e chicoteado

Desde que a lei islâmica entrou em vigor, Mukhlis bin Muhammad, de 46 anos, é o primeiro líder religioso a ser açoitado em público

Mukhlis bin Muhammad é chicoteado em público em Banda Aceh, na Indonésia - Chaideer Mahyuddin - 31.out.2019/AFP

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Numa noite de setembro a polícia encontrou em um carro estacionado na praia com uma mulher que não era sua esposa, o estudioso e religioso islâmico Mukhlis bin Muhammad, 46, líder na muito conservadora província de Aceh, na Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo.

Aceh é a única parte da nação do Sudeste Asiático em que uma forma extremamente rígida de lei religiosa é aplicada há mais de uma década. Isso inclui açoitamento em público para punir os adúlteros.

Mukhlis faz parte do Conselho de Ulemás de Aceh (MPU na sigla local), o órgão religioso que aconselha o governo local e ajudou a redigir a lei contra o adultério, juntamente com outras semelhantes que proíbem o jogo de apostas e as relações homossexuais.

 

“Esta é a lei de Deus”, disse à BBC News Husaini Wahab, vice-prefeito do distrito em que Mukhlis mora. “Qualquer um deve ser açoitado se for considerado culpado, mesmo que seja membro do MPU.”

Então Mukhlis foi castigado. Em 31 de outubro, ele foi chicoteado em público 28 vezes. A mulher com quem ele supostamente teve um caso recebeu 23 chibatadas.

Husaini disse à BBC que Mukhlis também seria expulso do conselho.

Grupos de direitos humanos pediram anteriormente a revogação dos açoitamentos e castigos públicos em Aceh.

Em outros países de maioria muçulmana, como Arábia Saudita, Paquistão, Irã, Afeganistão, Bangladesh, Brunei e Somália, o adultério também é considerado crime. Na Arábia Saudita pode ser punido com a morte.

Imagem 
                            Peças usadas para açoitar condenados em Banda Aceh – Chaideer Mahyuddin - 31.10.2019/AFP

A Índia aboliu sua lei anti-adultério somente em 2018. A Coreia do Sul derrubou em 2015 uma lei que criminalizava o adultério com até dois anos de prisão.

Nos Estados Unidos, 21 Estados ainda têm leis que tornam o adultério uma ofensa criminal, embora elas raramente sejam cumpridas ou acarretem penas pesadas.


Veja mais!

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Fonte

Portal Gospel Play, com informações de Folha de S. Paulo via The Washington Post
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Indonésio que elaborou e implementou lei de adultério é flagrado e chicoteado

Portal Gospel Play, com informações de Folha de S. Paulo via The Washington Post

Numa noite de setembro a polícia encontrou em um carro estacionado na praia com uma mulher que não era sua esposa, o estudioso e religioso islâmico Mukhlis bin Muhammad, 46, líder na muito conservadora província de Aceh, na Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo.

Aceh é a única parte da nação do Sudeste Asiático em que uma forma extremamente rígida de lei religiosa é aplicada há mais de uma década. Isso inclui açoitamento em público para punir os adúlteros.

Mukhlis faz parte do Conselho de Ulemás de Aceh (MPU na sigla local), o órgão religioso que aconselha o governo local e ajudou a redigir a lei contra o adultério, juntamente com outras semelhantes que proíbem o jogo de apostas e as relações homossexuais.

 

“Esta é a lei de Deus”, disse à BBC News Husaini Wahab, vice-prefeito do distrito em que Mukhlis mora. “Qualquer um deve ser açoitado se for considerado culpado, mesmo que seja membro do MPU.”

Então Mukhlis foi castigado. Em 31 de outubro, ele foi chicoteado em público 28 vezes. A mulher com quem ele supostamente teve um caso recebeu 23 chibatadas.

Husaini disse à BBC que Mukhlis também seria expulso do conselho.

Grupos de direitos humanos pediram anteriormente a revogação dos açoitamentos e castigos públicos em Aceh.

Em outros países de maioria muçulmana, como Arábia Saudita, Paquistão, Irã, Afeganistão, Bangladesh, Brunei e Somália, o adultério também é considerado crime. Na Arábia Saudita pode ser punido com a morte.

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                            Peças usadas para açoitar condenados em Banda Aceh – Chaideer Mahyuddin - 31.10.2019/AFP

A Índia aboliu sua lei anti-adultério somente em 2018. A Coreia do Sul derrubou em 2015 uma lei que criminalizava o adultério com até dois anos de prisão.

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