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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026

Política

A pedidos de evangélicos Bolsonaro determina mudanças nas obrigações fiscais das igrejas

Presidente estabeleceu prazo de dois meses para o secretário especial da Receita Federal adequar as solicitações pleiteadas

Robston Rial
Por Robston Rial
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A pedidos de evangélicos Bolsonaro determina mudanças nas obrigações fiscais das igrejas
Bolsonaro durante participação na Marcha para Jesus 2019, em São Paulo. (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro promete atender pedido da bancada evangélica para flexibilizar as obrigações fiscais das igrejas perante a Receita Federal.

As novas determinações foram impostas após reclamações feitas por pastores ao presidente Jair Bolsonaro, a Paulo Guedes (ao ministro da Economia) e a Marcos Cintra (secretário especial da Receita Federal). 

Ao se reunir com os parlamentares, Bolsonaro deu dois meses para o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, atender a solicitações de simplificação da declaração de receitas e gastos para igrejas, pois lideranças evangélicas estavam reclamando do número elevado de multas cobradas das entidades.

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A proposta, apresentada por intermédio do deputado federal Sóstenes Cavalcante, já conseguiu duas vitórias parciais: o fim da obrigação de igrejas menores se inscreverem no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), já editada pela Receita; e a elevação (de R$ 1,2 milhão para R$ 4,8 milhões) do piso de arrecadação para que uma igreja seja obrigada a informar suas movimentações financeiras diárias.

bancada evangélica também pediu que as entidades sejam liberadas de determinadas demonstrações contábeis.

Um estudo da Kadoshi Contabilidade Eclesiástica alegou que as organizações religiosas, embora protegidas por lei de tributação na sua arrecadação, estão sendo “penalizadas com multas pesadas e desproporcionais” por causa das chamadas “obrigações acessórias” para obterem o benefício.

 “O presidente colocou esse prazo de dois meses diante dos deputados, confirmou Otoni de Paula, outro participante da reunião. “Nosso objetivo não é aliviar obrigações trabalhistas ou previdenciárias. Queremos corrigir restrições que atingem as igrejas”.

Em uma mensagem de 41 segundos, Bolsonaro aproveitou para esclarecer que nenhum imposto será criado em seu governo, principalmente um que recaia sobre as igrejas. "Quero me dirigir a todos vocês, dizendo que essa declaração não procede", afirmou o presidente.  

Culto na Câmara

Na manhã desta quarta-feira (10), o presidente da República participou de culto realizado na Câmara dos Deputados para comemorar o fechamento do semestre legislativo.

A cerimônia, que acontece no mesmo dia da votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, foi promovida pelos 102 deputados que compõem a bancada evangélica na Casa Legislativa.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Gospel Play, com informações do Globo e Folha
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