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Sábado, 28 de novembro de 2020
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Internacional

Professor decapitado na França foi vítima de sentença de morte islâmica

Franceses saem às ruas em homenagem a professor decapitado

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Paty vinha sendo alvo de ameaças na internet por ter mostrado uma das caricaturas de Maomé, originalmente publicada no Charlie Hebdo, durante uma aula sobre liberdade de expressão. O representante de uma associação de pais de alunos relatou que o docente teria "convidado os alunos muçulmanos a deixarem a classe", pois iria mostrar a imagem.

À polícia, ele disse que estava furioso com as caricaturas de Maomé que o jornal publicou, algo considerado uma blasfêmia por islâmicos radicais.

O professor de História Samuel Paty, de 47 anos, foi decapitado na tarde de sexta-feira próximo à escola em que lecionava, no subúrbio de Conflans-Sainte-Honorine, no oeste de Paris.

O autor do ataque, um refugiado de nacionalidade tchetchena de 18 anos, foi morto a tiros pela polícia. Segundo testemunhas, o assassino teria gritado "Allahu Akbar" ("Deus é grande" em árabe), ao ser abatido a 200 metros do local. 

O pai de uma estudante chegou a lançar apelos online por uma "mobilização" contra o professor, segundo informou o promotor antiterrorismo francês Jean-François Ricard.

Testemunhas afirmaram que o autor da decapitação, identificado como Abdullakh A., foi visto na escola na sexta-feira à tarde perguntando a estudantes onde ele poderia encontrar Paty.

Manifestação

Milhares de manifestantes saíram às ruas da França neste domingo (18/10) em apoio à liberdade de expressão e em homenagem ao professor que foi decapitado num subúrbio de Paris na última sexta-feira, após mostrar uma caricatura do profeta islâmico Maomé em sala de aula.

Líderes políticos, associações e sindicatos se uniram aos protestos na Place de la République, no centro de Paris. Manifestantes também se reuniram em outras grandes cidades francesas, incluindo Lyon, Toulouse, Estrasburgo, Nantes, Marselha, Lille e Bordeaux.

"Vocês não nos assustam. Nós não estamos com medo. Vocês não irão nos dividir. Nós somos a França!", escreveu no Twitter o primeiro-ministro francês, Jean Castex, que esteve entre os participantes do ato na capital do país.

O ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, também esteve no protesto. "É absolutamente importante mostrar nossa mobilização e nossa solidariedade, nossa coesão nacional", disse à emissora France 2, pedindo a "todos que apoiem os professores".

Alguns manifestantes carregavam cartazes com a frase "Eu sou professor" ("Je suis prof"), ecoando o slogan "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie), lema dos protestos contra a chacina executada por terroristas islâmicos na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, em 2015.

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Fonte/Créditos: Portal Gospelplay, com informações de Made For Minds

Créditos (Imagem de capa): Franceses saem às ruas em homenagem a professor decapitado. (Foto: Pascal Rossignol/Reuters)

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